domingo, 18 de abril de 2021

Sofremos com a Pandemia

 
SOFREMOS COM A PANDEMIA
 

(imagem Pixabay)
 

A gente vai se entristecendo e é da ordem do Real. Já não temos mais tantos recursos psíquicos para lidar com as faltas que a pandemia nos impõe há mais de um ano e com os sofrimentos que reverberam dentro de nós.
 
São mortes e mais mortes. Pacientes na luta pelo ar que não lhes tira o fôlego para continuar tentando a vida. Dias, semanas, meses de luta no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).
 
São lutos estranhamente vividos sem os rituais de despedida. E luto até pela falta que nos fazem nossos amigos. Já não temos os encontros, as risadas, o recostar tranquilo e relaxado para ouvir as histórias, as ideias e os pensamentos.
 
A luta pela sobrevivência nos rouba o brilho do olhar, a alegria do encontro, o prazer do abraço. Tentamos. Tentamos. Tentamos. E até conseguimos parcialmente. Mas com o tempo, com as frustrações das expectativas de uma volta ao normal, fere-se a alma.
 
Dói não ter para onde correr. Todos precisam de ajuda. Todos sofrem. E em uma tentativa vã de se alegrar, apegam-se a possibilidades que nunca chegam.
 
As perdas são diárias, são de todos. Algumas nos tocam mais, outras nem tanto. E na dificuldade em lidar com este Real cruel tentamos desesperadamente dar conta.
 
Não temos alternativas, não podemos e não devemos nos abster de mergulhar em sonhos que nos salvam mesmo que efemeramente. E assim, um sonho atrás do outro, nos ajuda a enfrentar o gigante do desrespeito, do negacionismo, da hipocrisia do amor fraternal.
 
Seguimos em frente, não há como recuar, não temos a chance de um passo atrás, temos que ser firmes, determinados, agradecidos. Precisamos estar conectados com nós mesmos, não lutar contra as faltas, não demandar ilusões e planejar sonhos.
 
Seguimos unidos na mesma direção, sem interseção, paralelos, na expectativa que nos encontremos onde as paralelas se encontram: no infinito.
 
E onde está o infinito? Na solidariedade, na compaixão, no diálogo amistoso e sincero entre todos, sem preconceito, sem discriminação, com amor.
 
Seguimos de mãos dadas em pensamentos, aguardando o momento do Real subitamente se transformar em um aliado.
 
Força e Paz!!
Susana Alamy
Psicoterapeuta, Docente Livre
 
#pandemia #coronavírus #covid19 #CTI #UTI #isolamentosocial #confinamento #sofrimento #rituaisdedespedida #luto #morte#Real #perdas #amigos #negacionismo 

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domingo, 28 de março de 2021

Grupo de Apoio de Confinados pela Pandemia


GRUPO DE APOIO DE CONFINADOS PELA PANDEMIA

 

Se você está confinado há muito tempo, sentindo-se cansadx, queremos convida-lx para participar do Grupo de Apoio de Confinados pela Pandemia.

 

O objetivo do grupo é encontrar os pares para nos fortalecer, trocar experiências, falar de expectativas, do medo de contaminar e transmitir, de tantas outras coisas e também de problemas que vieram com o confinamento. Esperamos assim que no grupo possamos nos sentir mais leves.

 

Discussões políticas estão proibidas no grupo, pois a empatia é nosso carro chefe nos encontros e a segregação que hoje vivemos nos tira a harmonia.

 

Os encontros serão ás 4ªs feiras, de 17 às 18 horas (horário de Brasília), pela plataforma zoom.

Para participar é preciso preencher o formulário até a 3ª feira que antecede o encontro.

Enviaremos o link do zoom pelo WhatsApp colocado nesta ficha de inscrição.

Link para inscrição: https://forms.gle/rEZsaGW6U8rUQET38

Informações pelo WhatsApp: +55 31 9818 1779

 

O projeto do grupo de apoio de confinados pela pandemia é de Susana Alamy, psicoterapeuta, psicóloga clínica e hospitalar, professora de pós-graduação.

 

Facilitadora do grupo: Susana Alamy

 

Para participar é importante que você esteja mesmo confinado, saindo somente para urgências e para o essencial quando não é possível alcançá-lo de outra maneira.

 

Seja muito bem-vindx!!

Se puder repasse aos seus contatos, para que possamos alcançar os confinados que gostariam de participar deste lindo projeto.

 

Força e Paz!!

 


 

sábado, 27 de março de 2021

Atendimento Psicológico Domiciliar Workshop

 


Workshop Atendimento Psicológico Domiciliar
1o. curso de atendimento psicológico domiciliar do Brasil
desde 2014

Você tem interesse em trabalhar atendendo em domicílio?

 

O que é preciso saber para realizar os atendimentos domiciliares?

 

Neste workshop sobre Atendimento Psicológico Domiciliar (Home Care) a professora, psicoterapeuta, psicóloga clínica e hospitalar Susana Alamy compartilha com você sua prática de 33 anos vinculada à teoria, o que possibilita ao aluno conhecer mais sobre os atendimentos realizados em domicílio, suas peculiaridades e especificidades, para assim subsidiá-lo neste novo mercado de trabalho.


Programação:

Definições de termos ligados ao atendimento domiciliar

Home care

Objetivo do atendimento domiciliar

Atendimento domiciliar

Equipe multiprofissional e psicologia

Pacientes a serem atendidos no domicílio

Cuidador formal

Cuidador informal

Psicologia e atendimento domiciliar

Alta do programa de atenção domiciliar

 

Participe!! Este curso é para você!!!

Entre em contato pelo WhatsApp: +55 31 9818 1779

 

Veja também sobre Atendimento Psicológico Domiciliar: 

http://alamysusana.blogspot.com/2017/04/atendimento-psicologico-domiciliar.html

Siga-nos também no Instagram: https://www.instagram.com/psicologiahospitalarr/

 


domingo, 27 de dezembro de 2020

Projeto Social Terapia ao Alcance de Todos

    

 
O Projeto Social Terapia ao Alcance de Todos surge com a pandemia do coronavírus. Sua idealizadora e coordenadora, @psicologasusanaalamy, começa a receber muita demanda por ajuda, vinda de psicólogos e pacientes. As pessoas estavam perdidas, ansiosas, não sabiam o que fazer. A partir deste momento @psicologasusanaalamy começa a pensar em como poderia ajudar as pessoas na sua saúde mental. E, então, vem a ideia, já que estava em confinamento: ajudar as pessoas a terem acesso à psicoterapia, aproveitando o momento online, onde as pessoas começaram a romper as barreiras da conexão virtual.
 
Assim surge “O Projeto”, projeto lindo, humanitário, solidário e compassivo, abraçando a todos aqueles que querem fazer terapia e não podem arcar com valor cheio da sessão.
 
“O Projeto” cresceu e hoje somos uma equipe de psicólogos atendendo a dezenas de pessoas em psicoterapia. O sucesso foi tão grande, que a pedido dos próprios pacientes, pretendemos mantê-lo para além da pandemia.
 
Se você está precisando de ajuda fale conosco e repasse aos seus contatos, para que outras pessoas também possam se beneficiar. Ajude-nos a ajudar!!
 
Projeto Social Terapia ao Alcance de Todos. Entre em contato pelo WhatsApp +55 31 9818 1779

E lá se vai 2020...

 
E lá se vai 2020... Ano de inúmeras perdas, de sofrimento, de isolamento. E de aprendizado.
 
Aprendemos nele o que talvez nunca tenhamos imaginado aprender: como conviver com nós mesmos e com as pessoas de uma maneira muito mais intensa e paciente.
 
Descobrimos que não somos tão fáceis quanto gostaríamos e então fomos pacientes com nós mesmos, demos as mãos a nós mesmos e seguimos ainda que um pouco arrastados. Tivemos que mudar. Não houve escolha. Tivemos que nos tornar pessoas melhores, para que os dias não fossem tão duros.
 
Aprendemos que sorrir e rir salva a alma, acalenta o coração e nos possibilita toda a leveza que precisamos para não sucumbir.
 
Descobrimos que somos muito mais frágeis e também muito mais fortes do que imaginávamos.
 
Aprendemos a ajudar mais de perto a todos que precisavam, fossem próximos de nós ou desconhecidos.
 
Tivemos momentos de muita tristeza, onde choramos por amor, de saudade, de cansaço. E reconhecemos que estes sentimentos nos movem em direção à luz se não nos vitimizarmos.
 
Reconhecemos que a nossa casa é o melhor lugar para se estar. E que a violência doméstica atinge a tantas mulheres que precisamos de ações muito específicas para minimizá-la ao máximo. Ações como consciência de que o machismo precisa acabar e que deve começar pelas próprias mulheres, que muitas vezes sustentam os comportamentos inadequados de seus pares, filhos e amigos, sem nada dizer e muitas vezes até os reforçando.
 
Entendemos o significado de estar junto, que é muito mais do que só aglomerar, é estar presente, seja presencial ou virtualmente.
 
Aprendemos que somos capazes de passar por toda adversidade com paz no coração, amor nos olhos e liberdade na alma.
 
E assim seguimos rumo a 2021, trazendo na mala ainda mais esperança e a alegria de estarmos vivos.
 
Desejo a todos nós que realizemos nossos sonhos, todos são possíveis se não desistirmos; que tenhamos fé, no sentido mais genuíno do termo; que sejamos firmes com nós mesmos, para não deixarmos que nossa criança birrenta nos impeça de atitudes importantes e pontuais em relação à nossa própria vida e a dos outros; que sejamos humanos, com tantos defeitos e tantas qualidades, inteiros; que sejamos solidários e responsáveis pela paz no mundo!!
 
Desejo Força e Paz a todos nós.
 
E vamos que vamos, que na frente tem alegrias!!!
 
Susana Alamy
Psicóloga
26/12/2020

Na pandemia eu aprendi

 


quinta-feira, 15 de outubro de 2020

LIVRO: Bons Modos, Afabilidade e Cortesia


Este livro se propõe a chamar a atenção para condutas e comportamentos que podem ajudar muito na interação saudável entre as pessoas.

Clique e baixe o seu. Imprima. É presente!!

Presenteie seu amigos também. Compartilhe.

Clique aqui para baixar










sábado, 21 de março de 2020

Preserve sua saúde mental em tempos de isolamento - tire o pijama

Preserve sua saúde mental em tempos de isolamento social - tire o pijama


O vídeo traz algumas dicas sobre como preservar sua saúde mental neste momento em que é preciso ficar isolado, para minimizar a propagação do coronavírus. Tire o pijama...

Link para o vídeo no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=jd3_XVtJXxg

Carta aos psicólogos hospitalares


Carta aos psicólogos hospitalares



Queridos psicólogos hospitalares!!

Boa noite!

Estamos vivendo um momento “suis generis” de pandemia pelo coronavírus. Pois nunca antes passamos por uma situação destas. Muitos psicólogos hospitalares estão se sentindo despreparados e sobrecarregados com a carga emocional que está sendo depositada em cima deles, o que não é sem razão. Afinal, o profissional referência para saúde mental dentro dos hospitais, e demais locais em que atende, é o psicólogo, para o qual recorrem, sem distinção, o paciente, o familiar, o médico, o fisioterapeuta, a assistente social, e toda a equipe de apoio.

Qual de nós nunca soube que estaríamos ali para acolher e suportar toda a carga emocional, sem ter para onde correr ali dentro? Qual de nós já não chorou sozinho se questionando se fez realmente o que precisaria ser feito?  Qual de nós nunca se sentiu vulnerável e incapaz por estar em contato com tanto sofrimento? Qual de nós nunca se sentiu sozinho?

Gostaria que vocês fizessem uma reflexão do caminho que trilharam até aqui. No quanto de pacientes leves, moderados e graves já atenderam, o quanto investiram na sua formação, no quanto já ajudaram os pacientes, familiares e equipes a passarem por adversidades e sofrimentos intensos.

Gostaria que se voltassem para si mesmos e fizessem uma leitura do quanto a ansiedade de hoje tem a ver com a vontade de ajudar. Do quanto a infraestrutura dos locais de trabalho não comporta a pandemia que vivemos. Do quanto os recursos físicos são escassos. Do quanto o medo toma conta de todos e o descaso é só seu contraponto.

Gostaria que fechassem os olhos um só minuto e sentissem o quanto se dedicam e dão o melhor de si mesmos em cada atendimento. O quanto ponderam entre razão e emoção para encontrarem um equilíbrio, que muitas vezes se esvai naquele pranto de quem se identificou com aquele sujeito que sofria.

Gostaria que vocês aquietassem a alma, respirassem fundo, estufassem o peito e falassem racionalmente: eu dou conta!!! E sigam em frente!! O mundo precisa de nós.

Grande abraço,
Força e Paz!!
Susana Alamy
Psicóloga clínica e hospitalar
CRP 04/6956

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

HOJE MEU SOL BRILHOU EM PRETO E BRANCO

HOJE MEU SOL BRILHOU EM PRETO E BRANCO

Quando a gente perde um amigo sentimos como se tivéssemos perdido um pedaço de nós mesmos.

Imagem Pixabay (convertida para preto e branco)

E um dia a gente está lá cheio de saudade... 
Amigos que conhecemos ainda cheios de sonhos, ideais, correndo atrás de um lugar no mercado de trabalho, rindo, brincando, levando a vida na boa. 
Amigos que se formaram em cursos diferentes dos nossos, onde os conhecimentos se acrescentam e se mostram sempre complementares. 
E cada um conta uma historia diferente. Que riqueza!! Conversamos, aplaudimos, jogamos, brincamos, viajamos. Só alegria. Sonhos. Planos. Viajar... Curtir a vida juntos. Apelidos que só nós sabemos. 
E um dia a gente se assusta... Muito tempo sem nos encontrar... Um mundo inteiro de preocupações de adultos fazendo adiarmos o encontro, a alegria de estarmos juntos. E assustamos... Um de nós se foi para nunca mais voltar. Não se despediu. Não falou nada. Coração dói tanto que nos anestesia. E passa um filme diante de nós... Quantas lembranças!!! 
E quantos já se foram e ainda irão... O tempo é cruel e nos escravizamos nele. Adiamos o que é mais importante: encontrar os amigos, a família, as pessoas queridas. 
Precisamos pensar que não sabemos quem será o próximo a partir, a sair de cena. E disso tudo aprendemos que demonstrar amor, carinho e dar abraços em quem gostamos é fundamental para um mundo melhor. Vamos nos encontrar!! Apertemos o horário, priorizemos nossos encontros. Amigo é ouro, cor do sol, que nos faz enxergar a vida mais colorida. Hoje meu sol brilhou em preto e branco. Perdoe-me, Regina!!! (Susana Alamy - 06/12/2019)

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Estágios do morrer e fases do luto


Comparação/distinção entre os estágios do morrer e as fases do luto
Por Susana Alamy


Importante saber que os estágios descritos por E. Kübler-Ross se dão quando o paciente descobre que tem uma doença grave ou terminal. Ou seja, não são os estágios do luto. E que as fases, tarefas, ou como se queira chamar, do luto, se dão após a morte de um ente querido.

Lembrando que temos também o luto antecipatório.

Antes da morte

Depois da morte


ESTÁGIOS DO MORRER
- E. Kübler-Ross

FASES DO LUTO
- Parkes, (Bowlby)
TAREFAS DO LUTO
- Worden
MODELO DO PROCESSO DUAL DO LUTO - Stroebe e Schut

1. NEGAÇÃO/ISOLAMENTO

2. RAIVA/REVOLTA

3. BARGANHA

4. DEPRESSÃO

5. ACEITAÇÃO

(ESPERANÇA)


FASE I. TOPOR

FASE II. SAUDADE

FASE III. DESORGANIZAÇÃO E DESESPERO

FASE IV. REORGANIZAÇÃO


Tarefa I: aceitar a realidade da perda

Tarefa II: processar a dor do luto

Tarefa III: ajustar-se a um mundo sem a pessoa morta

Tarefa IV: encontrar conexão duradoura com a pessoa morte em meio ao início de uma nova vidA


- Estressores orientados para a perda

- Estressores orientados para a recuperação

Referências:
Alamy, Susana. Ensaios de Psicologia Hospitalar: a ausculta da alma. Belo Horizonte: s/ed, 2013, 3ª ed.
Kübler-Ross, Elisabeth. Sobre a Morte e o Morrer. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
Parkes, Colin Murray. Luto: estudos sobre a perda na vida adulta. São Paulo: Summus, 1998, 3ª ed.
Worden, J. William. Aconselhamento do Luto e Terapia do Luto: um manual para profissionais da saúde mental. São Paulo: Roca, 2013.

Para baixar.

sexta-feira, 10 de maio de 2019

Solidão com 5 mil amigos


SOLIDÃO COM 5 MIL AMIGOS©
Por Susana Alamy*

Imagem: Pixabay

Ontem alguém se desentendeu em um grupo de WhatsApp e nas divagações alucinadas de quem briga sozinho, desabafou: “também não preciso deste grupo, eu tenho outros 22 grupos que faço parte”.

Fiquei ali de expectadora tentando entender como uma pessoa pode se relacionar satisfatoriamente em 22 grupos, com uma média de 200 participantes em cada, sendo, imagino, muitos deles voltados para a área profissional. Seriam mais ou menos 4 mil e 400 pessoas com as quais ela acredita interagir.

Sem contar os amigos do Facebook, que podem chegar facilmente a 5 mil só no perfil da pessoa, fora os grupos temáticos.

Simples e efêmero: mudo de grupo! Não faz diferença quem são os amigos. Só trocar de grupo e outros amigos estarão lá.

E aí vemos de tudo. Pessoas despejando material, chegando um seguido do outro, 30 arquivos freneticamente compartilhados de uma só vez, sem que ninguém tivesse demandado nada, lotando os celulares dos outros membros do grupo. Qual a finalidade? Sentir-se útil? Talvez. Precisaríamos perguntar. Mas fazer uma pergunta desta a quem demonstra uma boa vontade sobre-humana ao compartilhar os 300 arquivos que tem, pode gerar muita agressão.

Em outros grupos vejo pessoas discutindo técnicas de atendimentos profissionais, verdadeiras consultas gratuitas, trocando ideias e ações de como fazer. Do outro lado um estranho amigo se colocando como expert a aconselhar gentilmente o colega. Mas, ninguém sabe a formação de ninguém ali, não se conhecem e acreditam um no outro. É mais fácil assim. Abrir livro... nunca. Agradecem. Vão colocar em prática a “receita de bolo” ofertada generosamente pelo desconhecido. Socorro!!

Em outro uma desordem que qualquer libertinagem exigiria a paternidade. Ofensas, adjetivações, agressões verbais, capazes de demonstrar na prática o que é uma projeção de si mesmo. Mal-estar. Evasão do grupo. Silêncio. Melhor assistir de camarote a pessoa se enaltecer, aos gritos, de ser alguém equilibrado e capaz, subjulgando os outros. Aquela velha máxima em alta e passando despercebida: quando você aponta um dedo para alguém, outros 4 dedos voltam-se para você. Mas, o que tem? Nada. Ninguém se conhece mesmo. Ninguém sabe quem está do outro lado e nem quer saber.

Xingamentos de “imbecil e burro” lotam os posts de política. Cabo de força. Vence quem resiste mais, quem incomoda mais, quem gasta tempo escrevendo textão que ninguém vai ler, mas que vão debater pela primeira frase escrita nele. Não precisa ter conteúdo, basta dar sua opinião.

E ficam ali, conectados todo o tempo. Os olhos não saem do celular, nem mesmo quando atravessam a rua, ou se sentam para almoçar, ou quando estão em aula. E até mesmo no trabalho. Pit stop de 5 em 5 minutos para responder a uma mensagem no grupo. E já está formado o chat. Bate-papo. Nada mais intolerável em um grupo de desconhecidos. Por que não conversam no privado? Porque não tem graça, tem que ter plateia e é nesta mesma plateia que o show será dado.

A razão é sempre soberana de quem jamais se identifica, os discursos são vazios, não há fundamentação nem filosófica, nem histórica, nem nenhuma além do chavão: “mas eu acho que é assim, me respeita. Respeita a minha opinião”, sem nem ao menos se preocupar com a língua portuguesa castigada.

E o que é respeito?

Sabe-se alguma coisa sobre ética e moral que esteja além do dr. Google? Bobagem. O Google me informa de tudo e eu não preciso nem gastar minha memória, só clicar e a resposta vem.

Meu mundo. Meu tudo nas redes sociais. 5 mil amigos e você está em casa no final de semana reclamando de tédio.

Caiu a internet. Misericórrrrrrrrrrrrrdia!!! De uma lado o vazio de quem eloquente discursa para o nada. De outro a fluidez descrita por Bauman como líquida, a escorrer pelos dedos das mãos que já não sabem o que são mãos-dadas.

E os aplicativos de relacionamentos? Horas com as pontas dos dedos passando fotos, recusando ou dando like. Julgar pela aparência? Pergunte a qualquer pessoa se ela julga as pessoas pela aparência. A resposta inevitável é “não”. Mas... Ah! No aplicativo é diferente. Claro. Tudo o que justifique qualquer ação incoerente é pautado no “mas lá é diferente”. Diferente nada.

A ansiedade aumenta. Ninguém responde. Ninguém online. Mas se gaba de ter 5 mil amigos no Facebook, 2 mil seguidores no Instagram e pertencer a 22 grupos no WhatsApp.

Já não sabem mais o que é ser amigo. Desconhecem o quanto é preciso rebolar para manter uma relação, qual seja ela. Estabilidade só na internet, se ela não cair, porque nem o celular de hoje é o mais moderno e nem os amigos de hoje são os de ontem. “Fazer novas amizades” é outra máxima da atualidade. Esconde o não ter amigo nenhum? Por isso essa ansiedade grande em “conhecer gente”? E cada dia um. E cada dia mais um no face, no insta, no zap.

Solidão no meio de tanta gente. Porque não há conexão além da internet. Não são nem parecidos e nem diferentes, não dividem as angústias e nem as alegrias. Pausa! Fotos dividem. As mais lindas. As mais felizes. Vida perfeita. Vida perfeita que fica no celular. Na hora de se jogar na cama, o vazio de quem desperdiçou tempo.

E se fosse possível trocar 5 mil amigos por um presencial? Ter alguém com quem você pudesse ser você mesmo, de quem pudesse ganhar um abraço apertado e um olhar cúmplice? Ou mesmo um puxão de orelhas? Alguém com quem pudesse efetivamente manter um diálogo? Marcar um encontro, curtir um filme no cinema, dar uma volta na rua...


*SUSANA ALAMY - É psicóloga clínica e hospitalar, psicoterapeuta, professora de pós-graduação e palestrante, docente livre. É autora dos livros “Ensaios de Psicologia Hospitalar: a ausculta da alma”, “Como Viver Bem” e “Tigrinha é Adotada”. Com mais de 30 anos de profissão já ajudou inúmeras pessoas através da psicoterapia, através de seus cursos e de seus livros. E ainda pretende continuar sua jornada por muitos anos. Blog: http://alamysusana.blogspot.com/. Site: http://psicologiahospitalar.net.br/. FB: https://www.facebook.com/psicologasusanaalamy/. E-mail: alamysusana@gmail.com.

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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Diferenças entre Psicologia Hospitalar e Psicologia Clínica


No livro "Ensaios de Psicologia Hospitalar: a ausculta da alma", Susana Alamy faz a distinção didática entre psicologia clínica e hospitalar, trazendo mais clareza para a diferenciação na prática. Reconhecer a diferença é caminhar para a excelência dos atendimentos. No entanto, a linha que separa uma da outra é sempre muito tênue e sujeita a embaraços.

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sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Retrospectiva Susana Alamy 2018



Retrospectiva Profissional 2018.
Obrigada a todos que fizeram meu ano mais leve e feliz. Que em 2019 possamos estar
juntos novamente, em novos encontros e novos projetos. Que sigamos em frente
com respeito, empatia e determinação.  Perdoem-me aqueles alunos que estiveram comigo neste ano e que não parecem no vídeo, em alguns cursos não tivemos fotos. 
Feliz Ano Novo!!

domingo, 2 de dezembro de 2018

Como Viver Bem


Neste livro Susana Alamy traz sugestões para se refletir e questionar quanto à maneira de realizar sonhos, alcançar objetivos e ser uma pessoa mais realizada e feliz. Pretende ser um livro de referência para ajudá-lo no caminho do autoconhecimento.

O propósito é ser apenas um início, que poderá culminar em um processo de psicoterapia ou análise para ajudá-lo a elaborar seus conflitos ou simplesmente ajudá-lo a se conhecer um pouco mais. Não deve ser encarado como um livro de autoajuda.

Sumário:
Introdução
Tenha objetivos
Pense nos seus fantasmas
Encontre os meios para alcançar os fins
Tenha disciplina
Seja humilde
Jamais tenha pena de si mesmo
Controle sua ansiedade. Seja paciente
Tenha lazer
Faça uma atividade física
Adore um animal de estimação
Aproxime-se de pessoas do bem e positivas
Seja feliz
Seja bom
Revela seus valores
Valorize a vida
Ame
Coloque em prática
Sobe a autora
Contatos


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Aperfeiçoamento profissional



Seu aperfeiçoamento profissional está aqui !!
 
Aproveite os cursos com matrículas abertas para inscrever


Todos os cursos tem certificado de participação
Todos são ministrados pela professora Susana Alamy



Comunicação de Más Notícias - workshop por videoconferência
 - A sala de aula no conforto da sua casa/trabalho -

Não é simples dar uma notícia ruim. É preciso muito mais do que simplesmente comunicá-la. É preciso ter compaixão e empatia e ter a técnica adequada. Se soubermos nos comunicar adequadamente, com certeza, poderemos contribuir para não aumentarmos o sofrimento daquele que já está sofrendo.
Precisamos ter um ambiente adequado, um tom de voz que seja acolhedor, disposição para ouvir e dar feedback, e utilizar de algumas técnicas, para que a má notícia não seja mais um sofrimento na vida daquele que precisará ouvi-la.

O objetivo neste curso é preparar os alunos para dar uma notícia ruim de maneira adequada, ajudando o paciente e seus familiares na elaboração do acontecido.




Grupo de Estudos em Psicologia Hospitalar - por videoconferência

- O seu grupo de estudos no conforto da sua casa/trabalho -

Ser capaz de acompanhar a dinâmica do mundo moderno é manter-se constantemente atualizado.

A atualização profissional permite ao aluno estar em dia com os conteúdos, com o conhecimento que é seu diferencial no mercado de trabalho.

Nos grupos de estudos esta atualização permite refletir em conjunto, ampliando sua rede de contatos e de seus conhecimentos. Este trabalho em conjunto é sempre muito rico, pois oportuniza aos alunos conhecerem a realidade uns dos outros, compartilhando experiências do dia a dia e reflexões acerca de seus atendimentos, sob a orientação da coordenadora do grupo que é quem tem mais experiência e mais tempo de profissão.

Para ajudá-lo a manter-se atualizado temos o Grupo de Estudos, onde são vários temas abordados e discutidos. Seguindo uma sequência, o aluno inicia os estudos pelos Temas 1.

Temos duas turmas para você escolher: uma às 2ªs feiras e outra às 4ªs feiras.

Mande uma mensagem para psicologiahospitalar@gmail.com e comece a participar. O quanto antes iniciar sua atualização/reciclagem, mais conhecimentos você estará adquirindo.



Curso de Verão de Psicologia Hospitalar 2019 - Belo Horizonte/MG
- Há 31 anos formando psicólogos hospitalares -

Este curso é o xodó de todos. Acontece presencialmente há 31 anos em vários formatos e sempre atualizado.

É um curso profissional para quem pretende trabalhar em psicologia hospitalar ou aprimorar seus conhecimentos. É destinado a psicólogos e estudantes de psicologia. É um curso voltado para os atendimentos psicológicos (psicoterapia) dentro do hospital.

Tem como objetivo promover o aprimoramento técnico-científico do aluno e capacitá-lo para os atendimentos em Psicologia Hospitalar

Neste curso os alunos estudam sobre as possibilidades terapêuticas, sendo os atendimentos sempre voltados para os pacientes (e seus familiares), internados ou não, com as mais diversas patologias, curáveis ou incuráveis, terminais ou não, onde se objetiva a diminuição de seus sofrimentos e a sua qualidade de vida.  





Supervisão de Casos - por videoconferência
 - A sala de aula no conforto da sua casa/trabalho -

A supervisão online é uma oportunidade de fazer supervisão de onde você estiver com a profa. Susana Alamy, especialista e expert em supervisão, tendo ajudado inúmeros alunos em suas dificuldades e no aperfeiçoamento dos seus atendimentos.

Vantagens da supervisão online:
- turmas reduzidas ou supervisão individual
- sem deslocamento e trânsito
- economia de tempo e dinheiro
- acesso por computador ou celular
- encontro em sala de aula como se fosse presencial
- no conforto de sua casa ou trabalho
- plataforma americana excelente

Desvantagens: não tem

Supervisora: profa. Susana Alamy

Diferencial: supervisão com profissional expert com experiência de mais de 30 anos na área; autora do livro “ensaios de psicologia hospitalar: a ausculta da alma” (3ª. ed.); membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar (SBPH)

Áreas de supervisão: paciente oncológico, adultos e crianças, - paciente terminal, - cuidados paliativos, - paciente deprimido ou entristecido, - psicologia hospitalar, - elaboração de projetos de implantação de serviços de psicologia, - psicologia clínica

Mande uma mensagem para psicologiahospitalar@gmail.com falando de seu interesse na supervisão e enviaremos todos os detalhes para agendarmos um horário.